23.1.12
Oito patas
Este texto foi escrito a quatro mãos: Luiz Mendes, em negrito, e Denise Aidar, sem negrito.
Este texto foi escrito a quatro mãos: Luiz Mendes, em negrito, e Denise Aidar, sem negrito.
vertiginosa
minha correria
encontra o verso
de onde todas as vozes
fervem candentes
movediça
minha mão
desencadeia estrofes
de onde todas as lidas
explodem vigorosas
a poesia, no entanto, só vê quem dá
(para o sarau na Casa da Memória, incluí a canção do Madredeus “Luz da Alegria”, a capela)
Durante este ano, haverá surpresa no link adicionado hoje, da ophicina boneca de pano.
Acompanhem, e depois como sempre, manifestem-se.
Abraços,
Denise
“poesia: espalhe esta idéia”
relembro parque
pião roda
pipa pirulito
cata-vento pandeiro
troco roupas de papel
em bonecas de lágrima
invento cães
borro sonhos
o tempo tamborila
cinza feito nuvem
em céu de barco
fim de pesca
escorrego menina
ergo-me ruga
texto apresentado em 20/11/2010, no 5º Sarau da Lua Cheia, em Florianópolis, SC
estranho, ele deixou uma folha em branco sobre a mesa e virou as costas ao público. depois, do nada, tirou a corrente de ouro do pescoço e com força desmontou-a em alguns pedaços. ironia, seu cabelo seboso e caspento reluzia ao acender das luzes no crepúsculo. estranho, feito mola de geladeira começou a dançar e marcava o ritmo apertando furiosamente aquela campainha de bicicleta sobre o balcão. ironia, tirou a camisa ali na frente de todos e atirou-a em direção às mulheres assustadas no sofá. antes da polícia aparecer ele evaporou ao abrir uma garrafa de bebida.
de “Mitológica”, minha autoria, no projeto Alea Jacta Est, publicado pelo SIMDEC, Joinville, SC, setembro 2009, cujo organizador foi o escritor Rubens da Cunha.
é vedado ao homem ser estátua.